
Fonte: https://www.platetuning.org/
O violino é constituído por uma caixa de ressonância cuja parte de cima chama-se tampo, e a de baixo fundo. As partes de laterais que unem tampo e fundo, são as ilhargas.

As cordas estão presas no estandarte, que fica presa ao botão, através do rabicho, assentam no cavalete, estendem-se ao longo do braço, por cima do espelho, assentando novamente na pestana, e finalmente, prende-se nas respectivas cravelhas (parte do braço onde as cravelhas assentam), termina com uma forma escultórica, geralmente em espiral, chamada voluta.

A forma da voluta reflete de tal modo característica individuais do construtor que é considerada sua assinatura.

A caixa de ressonância tem duas entradas no meio que se chamam C's (cês), sem os quais seria impossível o arco friccionar isoladamente as cordas Sol e Mi.

C's ou cês
No tampo existem duas aberturas em F's (efes), que estabelecem o contato entre o ar que vibra no interior da caixa de ressonância e o ar exterior, formando o som.

F's ou efes
No interior, os cantos e o local onde encaixa o braço e o botão, são reforçados com pequenos blocos de madeira e também as ilhargas tem coladas a toda sua volta, em cima e embaixo, tiras de madeira que reforçam a caixa e dão espessura para a colagem do tampo e fundo, respectivamente, que se chamam contra ilhargas.

A barra harmônica e a alma são dois outros elementos que contribuem para a robustez da caixa, mas que desempenham igualmente um importante papel na acústica do instrumento.

A barra harmônica, é a tira de madeira colada longitudinalmente por baixo do tampo,em dois terços do seu comprimento, passando embaixo do pé esquerdo do cavalete, sendo uma peça colada no tampo,tendo a função de reforçar os sons graves, é uma peça livre e elástica.
A alma é um cilindro de madeira, sob pressão, entre o tampo e o fundo, tem a função de comunicar as vibrações das cordas diretamente ao fundo.

A alma tem uma grande importância na sonoridade do instrumento, o violino afinado exerce uma pressão de 10 a 12 Kg/Cm² e devido a isso, existe um ponto preciso para que se aproveite toda vibração do tampo e que se tire o melhor possível da caixa de ressonância, para isso existe uma ferramenta, ferro curvo, que entra por meio dos efes e cuja extremidade pontiaguda espeta na alma, podendo assim deslocá-la, encontrando o melhor ajuste.

O cavalete, coloca-se entre os dois efes, alinhado pelas pequenas ranhuras que estes tem ao meio. Fica perpendicular ao tampo, e tem grande importância na execução e na sonoridade. A curvatura da parte superior do cavalete deve ser mínima, mas suficiente para que o arco trabalhe em cada corda isoladamente a medida adequada entre cordas é de 1,1 mm, e os seus pés devem assentar muito bem sobre o tampo para não haver vibrações, mesmo que o tempo deforme o tampo onde encaixe os pés.

Para finalizar, temos a quexeira, que é usada para apoiar o queixo de modo a prender o instrumento entre este e o ombro. Surgiu no Século XIX através do violinista Louis Spohr (1784-1859).

Escrito por Ivan Guimarães, Luthier e proprietário do Atelier Musikantiga desde 1986. Setembro/2021.
Fonte: http://www.derekroberts.co.uk/making/index.htm